|
Quarta-feira, dia 20/01, fui ao INPE em São José dos Campos fazer um ensaio de EMC num netbook. Logo ao sair de Sorocaba vi um acidente na entrada de Itú. Era uma carreta que transportava podutos químicos. Ela tinha abalroada por trás por outra e tombou na pista. Um cheiro acre e um engarrafamento grande conviviam na rodovia Santos Dumont, a SP075. O carregamento químico da carreta era perigoso devido ao cuidado da polícia. Os bombeiros ainda não tinham chegado .
Continuei viagem, acreditando que um raio não poderia cair no mesmo lugar duas vezes. O engarrafamento que enfrentei na Dutra quando cheguei à São José dos Campos foi diferente dos outros devido ao forte cheiro de cola rápida. Pensei que alguma indústria química tivesse tido um acidente, mas foi o mesmo tipo de desastre que vi em Itú. A carga do caminhão vazou praticamente no centro de São José dos Campos. Era acrilato de butila na quantidade de 28.000l. Um veneno perigoso, inflamável e insolúvel em água. Foi o caos na cidade. Repartições foram fechadas, muita gente correu para os hospitais. O cheiro chegou à Jacareí levado pelos córregos. Cheguei às 18:00h e o acidente tinha sido às 06:00h da matina. O ar-condicionado do hotel capturou a forte cheiro e passei dois dias sentido-o. Apesar o socorro eficiente dos bombeiros, pareceu-me que a cidade estava despreparada para tal tipo de acidente. Só fui saber detalhes do mesmo no dia seguinte pelo jornal. Com o tipo de carga que circula em São Paulo toda as cidades que ficam perto, ou que sejam cruzadas por rodovias, deveriam ter um plano de alerta de acidente por produtos químicos. A única coisa que vejo são as placas perto das nascentes pedindo aos que trafegam na rodovia para avisar o acidente químico para um determinado telefone. As multas para os envolvidos nos acidentes teriam de ser astronômicas. Os dois que vi foram colisões traseiras dando a entender que os responsáveis pelos acidentes não foram os caminhões que transportavam os produtos químicos. Então, as multas deveriam ser direcionadas também para as empresas de transportes que inescrupulosamente obrigam os motoristas a fazerem jornadas longas, e consequentemente exaustivas, de trabalho. Last update : 24-01-2010 21:36
|